Certa noite, enquanto caminhava pelo bairro, encontrei um homem que procurava alguma coisa no chão. Com as mãos na cabeça dizia repetidamente:

– Onde é que caiu? Onde é que caiu?

Ao ver o desespero do homem, aproximei-me e perguntei se o poderia ajudar.

– Sim, sim, por favor! – respondeu ele.


Foi neste momento que percebi que o homem estava um pouco embriagado.

– O que perdeu? – Perguntei.

– As chaves da minha casa!

– Vou ajudá-lo, – respondi para o tranquilizar – com certeza vamos encontrar.

Comecei a procurar as chaves, e ao fazê-lo, perguntei:

– Tem certeza de que elas caíram por aqui?

– Bem, na verdade não, mas aqui há luz!

 

Esta História pode parecer absurda no entanto, nós também costumamos procurar soluções onde “conseguimos ver”, onde há luz. Tememos o “escuro” e, sem perceber, limitamos as possibilidades de encontrar novas oportunidades. Assim como o homem da história, muitas vezes nos embriagamos com a rotina, a passividade, a correria do dia-a-dia, e principalmente pelo medo de deixar a zona de conforto, preferindo assim, permanecer “debaixo da luz”, mesmo sabendo que novas oportunidades estão noutro lugar ou numa forma diferente de fazer as coisas.

 

Podemos escolher nos comportar com um poste de luz ou escolher ser “uma lanterna” e activar a nossa própria luz para descobrir novas oportunidades, onde quer que elas estejam. Libertem a criatividade, assumam riscos, acreditem em si próprios, trabalhem consistentemente, e vão além da zona de conforto, porque é fora dela que as coisas acontecem. Podemos apenas fazer o possível; e agora fazendo o melhor? Que resultados atingiremos?

 
Equipa Mário Caetano
 

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