Nos últimos 10 anos, tomei consciência de que a nossa cultura está cheia de conceitos que nos inibem face ao divertimento. Aqui estão algumas das coisas que me sinto grata de ter desaprendido:
 
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1. Os problemas são maus. Passamos a maior parte da nossa infância a resolver problemas arbitrários que nos foram impostos por figuras aborrecidas e autoritárias. Aprendemos que os problemas – Como se diz? – fedem. Pessoas sem problemas reais são maravilhosas e inventam coisas como saltos de pára-quedas e planos de casamento. Os problemas reais são fantásticos cada um deles trazendo a semente para uma solução. Ficou desempregado? Está a ser empurrado para uma carreira perfeita. Uma relação terrível? Está-lhe a ensinar o que significa o amor. Confuso com os impostos? Está-lhe a ser sugerido que tenha uma conta bancária maior para se poder focar em assuntos mais interessantes como por exemplo lavar os dentes. Encontrar uma solução para cada problema é que dá o verdadeiro gosto á vida.
2. É importante mantermo-nos felizes. Resolver um problema sem importância pode fazer-nos felizes. No entanto, não temos de estar felizes para nos sentirmos bem. Isto pode parecer sem sentido, mas tente isto: foque-se em qualquer coisa que o faça sentir mesmo mal. Depois pense “ Eu tenho de estar feliz””! Stressante não é verdade? Agora diga “ É importante sentir-me triste se precisar de o fazer.” Esta permissão para se sentir como se sente – uma interrupção na felicidade – é a fundação para o seu bem-estar.
3. Eu estou irreparavelmente marcado pelo meu passado – eventos dolorosos conduzem ao medo, isso é verdade, no entanto eles são fáceis de apagar. Jill  Taylor, a neuroanatomista que teve uma ataque que lhe apagou a memória, descreve este acontecimento como se tivesse apagado”  37 anos de vida emocional”. Taylor reconstruiu o seu cérebro sem drama.  Ao que parece todos o podemos fazer sem que tenhamos de passar por uma embolia cerebral. O que quer que faça neste momento – questionar os pensamentos habituais – é o suficiente para começar a alterar os padrões antigos. Por exemplo, pense um assunto que o venha a preocupar (“tenho de trabalhar mais”) e pense em três razões que comprovem que este pensamento está errado. O seu cérebro vai começar a fazer com que este pensamento comece a desaparecer. Taylor encarou esta hipótese com euforia e você também o vai fazer.
4. Trabalhar arduamente conduz ao sucesso – os recém-nascidos, incluindo os humanos, aprendem a brincar, esta é uma das razões do porquê da “Batalha de Waterloo ter sido ganha no campo de jogos de Eton”.  Aqueles que passaram a infância a brincar e a planear estratégias para se divertirem ganharam as competências instintivas para ultrapassarem desafios na vida real.  Analise a forma como na sua infância conseguia resolver os problemas. Divirta-se, não trabalhe, esta é a chave do sucesso.
5. O sucesso é o oposto de falhanço – Facto : desde de desistir de fumar a  esquiar, nós só temos sucesso se tentarmos, falharmos e aprendermos.  Os estudos indicam que as pessoas que se preocupam com os erros desistem, mas aqueles que não se importam de falhar aprendem a fazer bem. O Sucesso constrói-se sobre o erro.
6. Interessa-me o que as pessoas pensam de mim – “ Mas se eu falhar” poderão afirmar alguns “ as pessoas vão pensar mal de mim”. Este modo de estar na vida pode causar desespero, suicídio e mesmo homicídio. Eu percebi isto quanto li mentiras sobre mim na internet. Quanto contei isto a uma amiga, ela disse-me “uau tu tens ideias fantásticas sobre as ideias que as pessoas têm sobre ti”. Era isso, a minha angústia vinha do facto de eu pensar que o que as outras pessoas pensavam sobre mim importava. Ridículo! Neste momento pense que não se importava mesmo nada com o que os outros pensam de si. Percebeu? Óptimo. Nem olhe para trás …
7. Devemos pensar racionalmente sobre as nossas decisões – As suas capacidades racionais são muito mais imaturas e com mais hipóteses de errar do que as suas capacidades irracionais. Normalmente os grandes desafios são frequentemente resolvidos a um nível mais irracional. Considere a hipótese de sempre que quer ver um filme ou decidir qual a casa que quer comprar ficar atento a respostas físicas, em vez de medir prós e contras. Preste atenção aos sinais do seu corpo. Por falar em corpos …
8. As mulheres bonitas ficam com tudo o que é de bom – Ó meu Deus. Isto não é de todo verdade. Aprendi isto ao longo dos anos em que fiz coaching a clientes lindas. É verdade que mulheres bonitas têm um tratamento preferencial em determinados momentos da sua vida mas existe um senão. Quando olham para elas na verdade ninguém vê quem realmente são. A maior parte das minhas clientes mais belas têm um marido que casou com o seu peito ou as suas curvas e nunca chegou a conhecer a sua alma.
9. Se todos os meus desejos se concretizassem neste momento, a vida seria perfeita – Tenha isto em atenção: a maior parte das pessoas que tem tudo o que você quer encontram-se em clínicas de reabilitação, em divórcios problemáticos ou mesmo em prisões. Isto acontece porque tal como os medicamentos, a riqueza tem os seus efeitos secundários. Sucintamente todas as coisas externas das quais dependemos para ser felizes internamente, têm o poder de nos tornar infelizes. Estranhamente quando deixamos de depender de recompensas tangíveis, elas normalmente, materializam-se. Para atingir algo que queira, mantenha-se tão divertido como pensa que estaria com o que deseja. O divertimento, não o objecto, é o que importa.
10. A perda é terrível – Há 10 anos atrás eu tinha tanto medo da perda que abdicava de ser eu mesma de forma a manter o equilíbrio. Ria quando estava triste e fingia gostar de pessoas que me incomodavam. O que aprendi é que a perda não é nenhuma catástrofe se ensinar o coração e a alma. A perda faz parte de um ciclo natural de corte e cura. Uma verdadeira tragédia? Que você perca o seu coração e a sua alma. Se abandonar o que é de forma a manter alguém ou alguma coisa por perto aprenda uma coisa: viva a sua verdade e lixe-se para as perdas. Vai ver que o seu coração e a sua alma vão regressar.
Fonte: Martha Beck, life coach
 
Equipa Mário Caetano