O contacto com as pessoas no contexto de formação é extraordinário, pois encontro quase sempre um tipo de público heterogéneo. É extraordinário também perceber, que, durante as sessões de formação, deparo-me invariavelmente com dois tipos de público: as pessoas que sabem o que fazer e o que dizer e não o fazem, e as pessoas que, independentemente do receio, entram em acção. As segundas aumentam a probabilidade de atingirem os resultados estipulados pela empresa.
 
 
O que difere no primeiro grupo de pessoas para o segundo, é a capacidade das pessoas se focarem naquilo que não são capazes ao invés de se focarem no sucesso que querem obter.
 
Imagine agora que dentro da sua organização tem uma equipa que, independentemente da situação, actua consistentemente de forma confiante, capaz de encarar um ”não” vezes sem conta quando tem de vender um produto, capaz de fazer uma apresentação e enfrentar uma audiência, capaz de contagiar os colegas e focá-los nos seus objectivos. Consegue imaginar?

Muitas pessoas que trabalham nas organizações, pensam que não conseguem, muitas vezes antes de tentarem, focando-se e repetindo continuamente “não consigo, não sou capaz”. Ao invés, as pessoas de sucesso dentro das organizações, aceitam diariamente situações que envolvem risco e incerteza, tornando-se desta feita o seu hábito.

Acredito eu que nos tornamos naquilo que praticamos, ou seja, se é possível treinarmos durante anos como não sermos confiantes, é possível também acedermos a estados poderosos de confiança interna e treiná-los a ponto de influenciarmos os nossos resultados e os resultados das organizações.

 
O que têm então em comum, equipas verdadeiramente confiantes:
* Criam o hábito diário de escolherem o significado para os “problemas” do dia e aumentarem a sua zona de conforto. Utilizam a ansiedade, a preocupação e o medo, para atingirem os seus objectivos.
* Assumem a responsabilidade de serem agentes de mudança, ao invés de estarem à espera que outros ou as circunstâncias mudem por si.
* Têm a consciência de que não podem controlar sempre aquilo que lhes acontece, podem sim controlar sempre, a resposta ao que lhes acontece.
* Treinam o seu mind set para estarem prioritariamente focados na aprendizagem resultante do erro, ao invés de se deixarem emocionalmente cair.
* Possuem um sentido de propósito e alinhamento na sua missão na empresa, fixando objectivos de curto, médio e longo prazo.

 

Mário Caetano
Coach & Palestrante Inspirador

 

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