Em criança adorava sentir-me livre e uma das formas de sentir essa liberdade era através da corrida – sim, adorava correr. Corria no intervalo do recreio, corria quando ia à mercearia, corria quando ia para casa dos meus avós e até no corredor de casa corria.

Hoje continuo a adorar sentir-me livre e por isso, corro. Não em todo o lado. Adoro correr nos trilhos das montanhas e quando o faço, deparo-me com situações inesperadas – por vezes preciso escalar grandes pedregulhos, outras vezes preciso ultrapassar grandes buracos, outras ainda preciso de continuar a correr quando a vontade é desistir, porque o calor é muito, porque a sede aperta ou porque entretanto escureceu e preciso de luz para ver o caminho. Desistir por vezes é o mais fácil, mas de longe é o melhor.

 

Correr na montanha não me liberta somente. Ensina-me importantes lições sobre a vida e sobre como persistir quando nada funciona à minha volta. De uma forma simples e rápida, estas são 3 coisas que podemos fazer quando nada funciona:

1. Elimina as desculpas. Quando nada funciona, inventamos desculpas para não continuar a funcionar. Não tenho tempo, não tenho dinheiro, não tenho força, não tenho confiança, não tenho pessoas que me apoiem. De uma forma muito clara, tudo isto são desculpas que já utilizei e que as pessoas muitas vezes utilizam na sua vida para não encontrarem soluções.

2. Larga o papel de refém. Quando nada funciona, começamos a perguntar – porque isto me acontece só a mim? Porque é que as pessoas me fazem sempre isto? Porque é que não consigo? Assumir o papel de refém sabe bem no momento, mas não soluciona, portanto sai daí pois tens toda a capacidade para o fazer. Assume a responsabilidade das escolhas na tua vida.

3. Relativiza a situação e diverte-te. Sim, não leves a coisa demasiado a sério. Existem experiências e momentos de vida dramáticos onde as pessoas conseguiram sair do buraco onde se encontravam, porque não levaram a situação demasiado a sério. Já aconteceu comigo em termos de sobrevivência financeira e aconteceu com outras pessoas de forma mais dramática, como por exemplo, o caso de Maria Belon. Tive o privilégio de testemunhar ao vivo o exemplo desta espanhola que perdeu toda a sua família na Tailândia, no Tsunami de 2004, e que deu origem ao filme “Impossível”. O que ela fez para reencontrar e recuperar a família no meio do caos foi incrível, e, por mais incrível que pareça, uma das formas que ela utilizou para se levantar foi…relativizar e divertir-se com a situação.

 

Estas 3 coisas funcionam na minha vida e na vida dos milhares de pessoas com quem tive o privilégio de me cruzar, e quero que saibas uma coisa – independentemente da situação que estejas a passar, admiro-te porque sei que és muito maior que aquilo que pensas que és.

 

Podes descobrir como outras coisas funcionam através do livro que está a inspirar os portugueses. Vê AQUI.

 

Desejo-te um dia inspirador

Mário

 

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